terça-feira, 26 de julho de 2011
Você pode morrer sem ouvir o Destiny's Child, mas sem ouvir o dEUS, não!
No livro "1001 Albums You Must Hear Before You Die", você realmente encontra vários discos essenciais para uma vida com uma ótima trilha sonora. Mas não todos, e os belgas do dEUS (escrito assim mesmo) deveriam estar lá, entre os melhores da década de 90 com "Worst Case Scenario" (de 1994) e "In a Bar, Under the Sea" (de 1996).
Transcrevo aqui a biografia deles em português extraída da last.fm:
Biografia
"Os dEUS são um grupo belga formado em 1991, em Antuérpia por Tom Barman (guitarra e voz), Klaas Janzoons (violino), Rudy Trouvé (guitarra), Steff Kamil Carlens (baixo), Julle de Borgher (bateria) e começa por ser uma banda de versões de Velvet Underground maioritariamente.
Rapidamente, a banda começa a dar asas à sua criatividade e a colocar em prática os seus gostos musicais que vão desde a folk ao punk, passando pelo jazz e pelo rock progressivo.
Após a edição de um primeiro EP de nome “Zea”, a banda inicia uma pequena digressão por Inglaterra que lhes vale um contrato discográfico com a Island Records.
Em 1994 surge finalmente o álbum de estreia dos dEUS intitulado “Worst Case Scenario”. O disco vale-lhes a aclamação da crítica e é mesmo considerado um dos discos do ano (para outros da década…), graças ao seu eclectismo e originalidade. O primeiro single retirado do álbum, “Suds & Soda”, torna-se imediatamente um êxito, sendo ainda hoje uma espécie de hino da banda. Lançam “My Sister My Clock” (um disco experimental com uma apenas uma faixa dividida em seis “capítulos”).
Ainda com Rudy Trouvé e participações especiais de Craig Ward (na guitarra) a banda regressa aos discos em 1996 com “In a Bar Under the Sea”, um disco que aprofunda as tendências eclécticas evidenciadas nos trabalhos anteriores dos dEUS, com várias incursões nos territórios do jazz.
Pouco depois, o guitarrista Rudy Trouvé deixa o grupo para se dedicar aos seus nove projectos, principalmente Gore Slut, Kiss My Jazz e Dead Man Ray. É ainda de referir que Trouvé se dedica á pintura e as capas do Wost Case Scenario, My Sister = My Clock e In A Bar Under The Sea são da sua autoria. Nesta altura, Steff Kamil Carlens deixa a banda, ficando no baixo Danny Mommens, já durante a tournée de 96.
Em 1999, a banda edita “The Ideal Crash”, mais uma colecção de temas imaginativos com finais imprevisíveis, onde a energia da veia rock da banda acaba por vir ao de cima.
Dois anos mais tarde, os dEUS lançam “No More Loud Music”, um best of que inclui o inédito ‘Nothing Really Ends’. A colectânea faz-se acompanhar de um DVD, intitulado “No More Video”.
Em 2004, a banda anuncia estar de regresso ao estúdio e aos palcos, passando o Verão em digressão pela Europa. Portugal é contemplado com um concerto na última noite do Sudoeste.
Entre o terceiro e o quarto álbuns, Tom Barman realizou a sua primeira longa-metragem, “Any Way The Wind Blows” (Para Onde o Vento Sopra), apresentada em Portugal pelo próprio cantor, na 5ª Mostra de Cinema Europeu de Tavira. Antes, o vocalista actuara como DJ e dera vários concertos com Guy Van Nueten, interpretando versões de músicas dos dEUS e de temas de Nick Drake, JJ Cale e Joni Mitchell. Os resultados podem ser apreciados em “Live”, um registo que chegou a Portugal em 2004. Tom Barman colaborou também com o produtor CJ Bolland, gravando “The Body Gave Us Everything”, disco electrónico lançado sob o pseudónimo Magnus, pela conceituada editora Anti. O baixista Danny Mommens alcançou sucesso com o projecto electrónico Vive La Fête, o guitarrista Craig Ward casou-se e voltou à Escócia, de onde é natural, para dar aulas de guitarra e produzir os The Frames e os Vera Cruise, e o teclista/violinista Klaas Janzoons abriu um bar e constituiu família.
À chegada ao quarto álbum, o baterista Jules De Borgher abandonou os dEUS, sendo substituído por Stephane Misseghers, ex-Soulwax.
Actualmente, a banda lançou o álbum “Vantage Point” com esta formação que já conta com o guitarrista Mauro Pawlowski (Evil Superstars) e o baixista Allan Geveart. Com críticas muito favoráveis e concertos por toda a Europa (sendo muito aplaudidos em Portugal), os dEUS mostram o porquê desta banda ser até hoje, uma das melhores da Europa".
Mais um pouco sobre os dEUS achado no Mondo Bacana em um artigo sobre música belga. Logo abaixo.
"Agora, uma banda realmente muito bacana, e que pariu tantas outras sensacionais, atende pelo singelo nome de dEUS (isso mesmo, com a letra inicial minúscula). Formada na Antuérpia, em 1989, consta que o banda começou tocando cover do Velvet Underground. Logo, influenciados pelo rock e Jazz, deram inicio a uma carreira promissora. Lançaram 5 discos, sendo que o segundo, o eclético "In a Bar, Under the Sea", foi lançado aqui no Brasil.
Alguns ex-membros da banda dEUS, formaram outras bandas belgas muito bacanas, entre elas, vale dar um boa conferida na "Zita Swoon", "Kiss my Jazz", "Dead Man Ray", na carreira solo de Mauro Paulowski, e na já bem conhecida dos brasileiros, "Vive La Fête".
Vive la Fête, é um duo formado por Danny Mommens (ex-dEUS), e pela musa do Fanzine Sonoro, Els Pynoo. Misturam rock, com eletronico e dance, e já passaram por algumas cidades brasileiras, e inclusive pelo Programa do Jô. heheheh. Quem não conhece, vale conferir, com certeza vai animar a sua festa.
Para quem curte um lance mais agressivo (no bom sentido), ou mais punk - como queira, recomendo a banda The Agitators, são considerados os representantes do estilo Oi/Streetpunk da Bélgica, e com uma boa dose de Irish em suas músicas.
Outros sons já conhecidos do mundo belga, são as bandas Hooverphonic e Soulwax. A primeira navega nos mares do trip hop, pop e ambiente. Lembra Massive Atack e Portishead, só que com um lado mais pop mesmo. 2Wicky, talvez seja a música mais conhecida, fez parte da trilha do filme Beleza Roubada, de Bertolucci. A segunda, Soulwax, é encabeçada pelos irmãos David e Stephen Dewaele, que são mais conhecidos pelas suas contribuições para a música eletrônica, através dos codinomes "Flying Dewaele Brothers" e "2 Many DJ's". Navegam pelo mundo do electro-rock. Fizeram algumas boas versões de músicas de grupos como Stones, Klaxons, Gorillaz, Daft Punk, entre tantos outros. Uma das boas versões fica por conta de "Children of the Revolution", originalmente de Marc Bolan, do T.Rex. Vale o conferes".
Ainda tem o "Millionaire", formada por outro ex-dEUS, o Tim Vanhamel.
CONFIRA AQUI TODOS OS VÍDEOS OFICIAIS DA BANDA NO CANAL dEUS NO YOUTUBE
O blog Rock Town Downloads disponibilizou o "Worst Case Scenario" para download com uma ótima resenha.
WORST CASE SCENARIO (1994) [DOWNLOAD AQUI]
IN A BAR, UNDER THE SEA (1996) [DOWNLOAD AQUI]
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